1º ENHEE
15 fevereiro
2017

Escola Superior de Educação
Politécnico do Porto

Este Encontro Nacional vem no seguimento do desenvolvimento de linhas de investigação associadas à história de instituições escolares, sobretudo de formação de professores, tendo como objetivo apresentar várias perspetivas em torno do tratamento dos seus arquivos históricos e respetivos espólios materiais. O foco será compreender os desafios e constrangimentos associados a este tipo de estudos através de investigações já realizadas ou em fase de progresso.

O evento é de entrada livre e aberto a todos os interessados. Serão passados Certificados de Participação.

O Encontro Nacional é uma das iniciativas do projeto “Contributos para uma história da Escola Normal do Porto”, integrado no InEd – Centro de Investigação e Inovação em Educação, da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, sendo o grupo de investigação constituído por Cristina Maia, Carla Ribeiro, Carla Queirós e Amândio Barros.

Programa


9:30

Receção e Abertura


Manuela Sanches Ferreira

Diretora do InEd
Escola Superior de Educação
Politécnico do Porto


António Marques

Vice Presidente
Politécnico do Porto


Paulo Pereira

Presidente
Escola Superior de Educação
Politécnico do Porto

10:00 | 10:30

Conferência de Abertura

Silvestre Lacerda

Diretor do Arquivo Nacional da Torre do Tombo

10:30 | 10:45

Pausa para café

10:45 | 12:00

MESA 1

O Acervo de uma escola diferente - A Cooperativa A Torre

Joaquim Pintassilgo & Alda Namora

Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Percurso entre arquivos: o Arquivo da Escola do Magistério Primário de Portalegre e a preservação do património educativo

Maria João Mogarro

Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

Moderador: Amândio Barros

Escola Superior de Educação
Politécnico do Porto

11:30 | 12:00

Debate

12:30 | 14:00

Almoço

14:30 | 16:30

MESA 2

A Escola Normal Superior da Universidade de Coimbra e a Escola do Magistério Primário de Coimbra:
a investigação necessária a partir de coisa quase nenhuma

António Gomes Ferreira

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
Universidade de Coimbra

Luís Carlos Martins de Almeida Mota

Escola Superior de Educação
Politécnico de Coimbra

A Escola do Magistério Primário de Braga (1897-1989) – reflexões sobre os arquivos

José António Afonso

Instituto de Educação
Universidade do Minho

Rodrigo Azevedo

CITCEM/Faculdade de Letras
Universidade do Porto

Teresa Sarmento

Instituto de Educação
Universidade do Minho

Moderador: Fernando Diogo

Escola Superior de Educação
Politécnico do Porto

15:15 | 15:30

Pausa para café

Instituto Superior de Engenharia: um trajecto de ensino e de museologia educativa

Luís Alberto Marques Alves

Faculdade de Letras
Universidade do Porto

Patrícia Costa

Instituto Superior de Engenharia
Politécnico do Porto

O Arquivo da Escola Normal do Porto – desafios

Cristina Maia
Carla Ribeiro
Carla Queirós
Amândio Barros

Escola Superior de Educação
Politécnico do Porto

16:00 | 16:30

Debate

16:30

Encerramento

Oradores e Resumos

António Gomes Ferreira

António Gomes Ferreira é doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Coimbra. Professor e diretor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, da Universidade de Coimbra (FPCEUC). Investigador integrado e coordenador científico do Grupo de Políticas e Organizações Educativas e Dinâmicas Educacionais, do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra (GRUPOEDE, CEIS20, UC).

A ESCOLA NORMAL SUPERIOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA E A ESCOLA DO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO DE COIMBRA: A INVESTIGAÇÃO NECESSÁRIA A PARTIR DE COISA QUASE NENHUMA
A nossa reflexão analisa possibilidades de fabricação de uma narrativa historiográfica a partir da discussão crítica da existência, ou não, de arquivos, enquanto conjuntos orgânicos de documentos, reunidos a partir das atividades da Escola Normal Superior, anexa à Universidade de Coimbra e, por outro, da Escola do Magistério Primário da mesma cidade. Problemática tão mais significativa quando se constata que se é verdade que existe um acervo da primeira no Arquivo da Universidade, os documentos resultantes da existência da Escola do Magistério Primário encontravam-se “atirados” para o depósito da Escola Superior de Educação, do Politécnico de Coimbra. Em qualquer dos casos, a busca pela compreensão das instituições exige uma recuperação de informação e a reequação das fontes.
Luís Mota

Luís Mota é doutor em História da Cultura pela Universidade de Coimbra. Professor adjunto do Politécnico de Coimbra, na Escola Superior de Educação (PC, ESE). Investigador integrado e vice-coordenador científico do Grupo de Políticas e Organizações Educativas e Dinâmicas Educacionais, do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra (GRUPOEDE, CEIS20, UC).

A ESCOLA NORMAL SUPERIOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA E A ESCOLA DO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO DE COIMBRA: A INVESTIGAÇÃO NECESSÁRIA A PARTIR DE COISA QUASE NENHUMA
A nossa reflexão analisa possibilidades de fabricação de uma narrativa historiográfica a partir da discussão crítica da existência, ou não, de arquivos, enquanto conjuntos orgânicos de documentos, reunidos a partir das atividades da Escola Normal Superior, anexa à Universidade de Coimbra e, por outro, da Escola do Magistério Primário da mesma cidade. Problemática tão mais significativa quando se constata que se é verdade que existe um acervo da primeira no Arquivo da Universidade, os documentos resultantes da existência da Escola do Magistério Primário encontravam-se “atirados” para o depósito da Escola Superior de Educação, do Politécnico de Coimbra. Em qualquer dos casos, a busca pela compreensão das instituições exige uma recuperação de informação e a reequação das fontes.
Cristina Maia

Professora Adjunta da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, é Doutora em História (2011), Mestre em História Moderna (1996), licenciada em História (1990) e profissionalizada (Ramo Educacional, 1992) pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Investigadora do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, FLUP) e do InEd (Centro de Investigação e Inovação em Educação, ESEPP). É autora, coautora e coordenadora de obras dedicadas ao ensino da História, nomeadamente manuais escolares, e tem desenvolvido investigação no campo da História da Educação, Didática da História e Educação Histórica.

O ARQUIVO DA ESCOLA NORMAL DO PORTO - DESAFIOS
As memórias da Escola Normal do Porto, depois Escola do Magistério Primário, de cujas heranças é depositária a Escola Superior de Educação do Porto, encontram-se num Arquivo de pertença do Politécnico do Porto. Esta comunicação tem por objetivo apresentar o processo de organização e levantamento dos seus fundos documentais, visando a sua preservação e valorização, bem como refletir sobre os desafios que se lançam para o futuro próximo destes núcleos documentais. Uma vez que o que foi a Escola Normal do Porto não se encontra circunscrita a este Arquivo, existindo ainda fundos bibliográficos, materiais e iconográficos, serão igualmente objeto de reflexão as formas de preservação e de valorização destes espólios.
Carla Ribeiro

Doutora em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com a tese “Imagens e representações de Portugal. António Ferro e a elaboração identitária da Nação”. Docente na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto. Investigadora do CEPESE (Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, UP) e do InED (Centro de Investigação e Inovação em Educação, ESE).

O ARQUIVO DA ESCOLA NORMAL DO PORTO - DESAFIOS
As memórias da Escola Normal do Porto, depois Escola do Magistério Primário, de cujas heranças é depositária a Escola Superior de Educação do Porto, encontram-se num Arquivo de pertença do Politécnico do Porto. Esta comunicação tem por objetivo apresentar o processo de organização e levantamento dos seus fundos documentais, visando a sua preservação e valorização, bem como refletir sobre os desafios que se lançam para o futuro próximo destes núcleos documentais. Uma vez que o que foi a Escola Normal do Porto não se encontra circunscrita a este Arquivo, existindo ainda fundos bibliográficos, materiais e iconográficos, serão igualmente objeto de reflexão as formas de preservação e de valorização destes espólios.
Amândio Jorge Morais Barros

Nasceu no Porto. Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras do Porto. Especializou-se nas áreas da História Social e Económica e na História Marítima (área do seu doutoramento: Porto: a construção de um espaço marítimo no início da Época Moderna, prémio Almirante Sarmento Rodrigues da Academia de Marinha e Prémio Artur de Magalhães Basto de História da Cidade do Porto. Lisboa: Academia de Marinha, 2015). As suas publicações têm incidido nestes domínios, assim como nos da História da Cidade do Porto e Douro e História da Expansão, aos quais tem dedicado diversos trabalhos. Recentemente publicou na editora Fronteira do Caos as obras A morte que vinha do mar. Saúde e sanidade marítima num porto atlântico (séculos XV-XVII), Os Forais da Ponte da Barca, na mesma editora, e Porto: a construção de um espaço marítimo no início dos Tempos Modernos, Lisboa, Academia de Marinha, 2016. Professor da Escola Superior de Educação do Porto é pós-doutorado pelas universidades do Porto e de Valladolid e investigador do CITCEM-UP (Centro de Investigação Transdisciplinar. Cultura, Espaço e Memória – Universidade do Porto).

O ARQUIVO DA ESCOLA NORMAL DO PORTO - DESAFIOS
As memórias da Escola Normal do Porto, depois Escola do Magistério Primário, de cujas heranças é depositária a Escola Superior de Educação do Porto, encontram-se num Arquivo de pertença do Politécnico do Porto. Esta comunicação tem por objetivo apresentar o processo de organização e levantamento dos seus fundos documentais, visando a sua preservação e valorização, bem como refletir sobre os desafios que se lançam para o futuro próximo destes núcleos documentais. Uma vez que o que foi a Escola Normal do Porto não se encontra circunscrita a este Arquivo, existindo ainda fundos bibliográficos, materiais e iconográficos, serão igualmente objeto de reflexão as formas de preservação e de valorização destes espólios.
Carla Queirós

Doutora em História da Arte pela FLUP. Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto.
Desde 2004 até setembro de 2015, integrou o CEPESE/UP (Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade da Universidade do Porto), como investigadora auxiliar. Desde junho de 2015, integra o INED/ESEIPP (Centro de Investigação e Inovação em Educação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto), desempenhando funções de investigadora/colaboradora e, a partir de novembro de 2015, passou a fazer parte do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória) como investigadora integrada no Grupo Memória, Património e Construção de Identidades. A sua atividade como investigadora desenvolve-se na área da Talha Dourada, Imaginária e Arquitetura Religiosa e Civil dos séculos XVII-XVIII, desempenhando funções de consultoria de projetos e assessoria técnica na área das madeiras policromadas. É autora de publicações e participou em conferências, seminários e colóquios nacionais e internacionais, proferindo diversas comunicações.

O ARQUIVO DA ESCOLA NORMAL DO PORTO - DESAFIOS
As memórias da Escola Normal do Porto, depois Escola do Magistério Primário, de cujas heranças é depositária a Escola Superior de Educação do Porto, encontram-se num Arquivo de pertença do Politécnico do Porto. Esta comunicação tem por objetivo apresentar o processo de organização e levantamento dos seus fundos documentais, visando a sua preservação e valorização, bem como refletir sobre os desafios que se lançam para o futuro próximo destes núcleos documentais. Uma vez que o que foi a Escola Normal do Porto não se encontra circunscrita a este Arquivo, existindo ainda fundos bibliográficos, materiais e iconográficos, serão igualmente objeto de reflexão as formas de preservação e de valorização destes espólios.
Joaquim Pintassilgo

Joaquim Pintassilgo é Doutor em História pela Universidade de Salamanca (1996), Mestre em História Cultural e Política pela Universidade Nova de Lisboa (1987) e Licenciado em História pela Universidade de Lisboa (1982). É atualmente Professor Associado do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e membro da Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação (UIDEF). É autor, coautor ou organizador de obras diversas no campo da História da Educação, designadamente sobre disciplinas escolares, formação de professores, instituições escolares e ideias pedagógicas. Tem coordenado e integrado diversos projetos de pesquisa, sendo atualmente investigador responsável do projeto INOVAR – Escolas e experiências de referência em Portugal no século XX, financiado pela FCT (2016-2019).

O ACERVO DE UMA ESCOLA DIFERENTE – A COOPERATIVA A TORRE
Esta comunicação tem por objetivo apresentar o acervo da Cooperativa A Torre, fundada em finais do Estado Novo (1970) por Ana Maria Vieira de Almeida e ainda em funcionamento. A Torre, em paralelo com o que se fazia num conjunto de outras escolas diferentes, procurou corporizar um projeto educativo alternativo em relação ao modelo escolar predominante tendo, para isso, desenvolvido um conjunto de práticas educativas inovadoras. Procuraremos refletir sobre os limites e as possibilidades decorrentes do uso do espólio documental duma escola com estas características, tomando como exemplo o acervo de A Torre e tendo como referência fontes como o jornal escolar, depoimentos de ex-alunos, testemunhos orais de diretores e professores, materiais de apoio ao ensino e documentos institucionais entre outros.
Alda Namora

Alda Namora é Mestre em Ciências Documentais, especialidade de Arquivo e Sistemas de Informação pela Universidade Autónoma de Lisboa (2013). Ao longo do tempo tem vindo a integrar vários projetos no âmbito das Ciências Documentais e a desenvolver trabalho de recuperação, tratamento e disponibilização de arquivos históricos. Atualmente desempenha funções como bolseira de investigação, no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, no projeto INOVAR - Roteiros da Inovação Pedagógica: escolas e experiências de referência em Portugal no século XX, financiado pela FCT (2016-2019).

O ACERVO DE UMA ESCOLA DIFERENTE – A COOPERATIVA A TORRE
Esta comunicação tem por objetivo apresentar o acervo da Cooperativa A Torre, fundada em finais do Estado Novo (1970) por Ana Maria Vieira de Almeida e ainda em funcionamento. A Torre, em paralelo com o que se fazia num conjunto de outras escolas diferentes, procurou corporizar um projeto educativo alternativo em relação ao modelo escolar predominante tendo, para isso, desenvolvido um conjunto de práticas educativas inovadoras. Procuraremos refletir sobre os limites e as possibilidades decorrentes do uso do espólio documental duma escola com estas características, tomando como exemplo o acervo de A Torre e tendo como referência fontes como o jornal escolar, depoimentos de ex-alunos, testemunhos orais de diretores e professores, materiais de apoio ao ensino e documentos institucionais entre outros.
Patrícia Carla Costa

Museóloga no Museu do ISEP desde 1999, Patrícia Costa é licenciada em Ciências Históricas – Ramo Património pela Universidade Portucalense. Iniciou a sua especialização em 1998 com a Pós-graduação em Museologia na FLUP. Em 2007 concluiu o mestrado, na mesma faculdade, onde abordou o tema dos museus no ensino industrial durante o séc. XIX. Desde Maio de 2013 é investigador integrado no Instituto de História Contemporânea, FCSH, Universidade Nova de Lisboa. Doutorada em Geologia, especialidade História e Metodologia das Ciências Geológicas, na FCTUC, 2014. Professora afiliada do Departamento de Ciências e Técnicas do Património na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA: UM TRAJETO DE ENSINO E DE MUSEOLOGIA EDUCATIVA
As colecções didácticas, actualmente em exposição no Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto, foram adquiridas a fabricantes europeus de referência internacional, a sua maioria ingleses, franceses e alemães, produtores especializados em material didáctico. A presença destes objectos no actual acervo permite-nos concluir que existia uma rede de circulação de conhecimentos científicos transversal a vários países da Europa da qual Portugal acabou por fazer parte. Através da exposição permanente o público pode obter uma perceção do desenvolvimento das ciências relacionadas com as indústrias, do espírito da educação industrial e da identidade da Escola de Engenharia assim como o seu impacto no Norte de Portugal, mantendo até hoje uma das suas funções principais – a educação.
Luís Alberto Marques Alves

Professor associado com agregação do Departamento de História e Estudos Políticos e Internacionais da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Investigador do CITCEM-FLUP - Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória. Diretor do Mestrado em Ensino de História 3º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário. Autor de publicações sobre o Ensino Técnico em Portugal da qual se destaca: "O Porto no arranque do ensino industrial (1851-1910)", "ISEP 150 anos: Memória e Identidade" e "Ensino Técnico (1756-1973)"; História da Educação e Ensino de História.

INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA: UM TRAJETO DE ENSINO E DE MUSEOLOGIA EDUCATIVA
As colecções didácticas, actualmente em exposição no Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto, foram adquiridas a fabricantes europeus de referência internacional, a sua maioria ingleses, franceses e alemães, produtores especializados em material didáctico. A presença destes objectos no actual acervo permite-nos concluir que existia uma rede de circulação de conhecimentos científicos transversal a vários países da Europa da qual Portugal acabou por fazer parte. Através da exposição permanente o público pode obter uma perceção do desenvolvimento das ciências relacionadas com as indústrias, do espírito da educação industrial e da identidade da Escola de Engenharia assim como o seu impacto no Norte de Portugal, mantendo até hoje uma das suas funções principais – a educação.
Maria João Mogarro

Maria João Mogarro é Doutora em Ciências da Educação – História da Educação e em Pedagogia – Formação de Professores, exercendo as funções de Professora Associada no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Investigadora da Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação - UIDEF, participa em (e já coordenou) vários projetos de investigação com financiamento nacional (FCT, FCG) e internacional (Europa, Brasil). Foi coordenadora da secção de História da Educação. Participa e organiza regularmente congressos e outros eventos científicos, nomeadamente os Congressos Luso-Brasileiros de História da Educação, Encontros Ibéricos e Latino americanos, assim como apresenta comunicações na ISCHE, ECER e ATEE e nos colóquios da rede SPICAE. É autora de dezenas de livros e artigos em revistas especializadas nacionais e internacionais, como a Paedogogica Historica e outras publicações científicas, em diversos países. Relacionados com o tema do Encontro, destacam-se: A formação de professores no Portugal contemporâneo – a Escola do Magistério Primário de Portalegre, 2001; Arquivo e Educação. A construção da memória educativa. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 02, 2006, pp. 71-84.

PERCURSO ENTRE ARQUIVOS: O ARQUIVO DA ESCOLA DO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO DE PORTALEGRE E A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO EDUCATIVO
No meu percurso, os processos de investigação desenrolaram-se em constante diálogo com arquivos, bibliotecas e objetos materiais de instituições escolares. Neste itinerário, o arquivo da Escola do Magistério Primário de Portalegre tem um lugar central, pois foi o suporte de um estudo de grande fôlego e que marcou o interesse pelo cruzamento de fontes e dados de origem e suporte diversos, a preocupação pela preservação dos espólios históricos e a necessidade da sua organização e valorização (Mogarro, 2001, 2006).
José António Afonso

José António Afonso, É Professor Auxiliar do Instituto de Educação da Universidade e membro do Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho. A investigação que desenvolve centra-se no âmbito da História da Educação, nos domínios dos movimentos sociais, dos dispositivos institucionais, das práticas discursivas e dos processos de secularização e laicização, na sociedade portuguesa. Entre as publicações destacam-se os livros: A Educação Especial: pais, deficientes e organizações (1997); Protestantismo e Educação. História de um projecto pedagógico alternativo em Portugal na transição do séc. XIX (2009), Paróquia de Cristo e Colégio Evangélico Lusitano. Um século de testemunho Cristão em Oliveira do Douro (V. N. de Gaia), de colaboração (2013), Associações das Escolas do Torne e do Prado: servir, educar e incluir, de colaboração (2015) e A Igreja e Escola do Prado. Cento e quinze anos de instrução e testemunho cristão em Coimbrões, Vila Nova de Gaia, de colaboração (2016), a participação em obras coletivas, entre outras: Secularidades & Confessionalidades na História da Educação Contemporânea (2014), Laicidade, Religiões e Educação na Europa do Sul no Século XX (2013), Escritos de História da Educação. Brasil e Portugal (2012) e Escolas de Formação de Professores em Portugal (2012), e artigos em revistas científicas nacionais e estrangeiras. Integra a equipa de coordenação do Projeto Inovar - Roteiros da inovação pedagógica: Escolas e experiências de referência em Portugal no século XX (2016-2018), financiado pela FCT. É consultor científico do Arquivo Histórico da Igreja Lusitana, em fase de constituição.

A ESCOLA DO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO DE BRAGA (1897-1989) – REFLEXÕES SOBRE OS ARQUIVOS
Na presente comunicação pretendemos sistematizar as dimensões analíticas que contribuam para uma história social da Escola do Magistério Primário de Braga, partindo do corpus documental, iconográfico e memorialístico (narrativas de ex- alunos e ultimo diretor) que constituem o Arquivo da instituição. Nesta linha, inventariamos três vetores: i) identidade do arquivo; ii) singularidade institucional e iii) desafios (recuperação, tratamento e organização).
Rodrigo Azevedo

Rodrigo Martins Pinto de Azevedo é membro do CITCEM da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi docente do Instituto Superior de Serviço Social, da Universidade do Minho e da Universidade Portucalense. É membro da Direção da Associação de História de Educação de Portugal. Entre as suas publicações destacam-se, em coautoria, vários manuais para o Ensino Secundário, bem como a participação em diversas obras coletivas, tais como: Liceus de Portugal (2003), Roteiro de Fontes para a História da Educação (2006), Escritos de História da Educação. Brasil e Portugal (2012), Escolas de Formação de Professores em Portugal (2012) e Diálogos sem fronteiras: Educação, História e Interculturalidade (2014). Tem desenvolvido investigações sobre a evolução da alfabetização, as relações entre a Escola e a Sociedade, a História das Instituições Educativas dos Ensinos Secundário e Normal, a história da profissão docente, a história do quotidiano escolar e estudantil, com principal enfoque na problemática disciplinar e na das sociabilidades fora da Escola (estando a ultimar a escrita de uma obra sobre esta última temática) e ultimamente sobre a visão da Mulher na Imprensa periódica da primeira metade do século XX.

A ESCOLA DO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO DE BRAGA (1897-1989) – REFLEXÕES SOBRE OS ARQUIVOS
Na presente comunicação pretendemos sistematizar as dimensões analíticas que contribuam para uma história social da Escola do Magistério Primário de Braga, partindo do corpus documental, iconográfico e memorialístico (narrativas de ex- alunos e ultimo diretor) que constituem o Arquivo da instituição. Nesta linha, inventariamos três vetores: i) identidade do arquivo; ii) singularidade institucional e iii) desafios (recuperação, tratamento e organização).
Teresa Sarmento

Teresa Sarmento, Iniciou a sua atividade profissional como Educadora de Infância, tendo realizado parte da sua formação inicial na Escola do Magistério Primário de Braga, concluindo posteriormente a Licenciatura em Ensino de História e Ciências Sociais. Já como docente da Universidade do Minho, concretizou o Doutoramento em Estudos Socioeducativos. Atualmente é Professora Auxiliar no Instituto de Educação – Universidade do Minho, integrando o Departamento de Ciências da Educação da Criança e o Centro de Investigação em Estudos da Criança, onde se tem dedicado à investigação sobre formação de professores, sustentando os seus estudos em paradigmas qualitativos, com especial referência nos métodos biográficos, cujos resultados se encontram difundidos em várias publicações no país e no estrangeiro.

A ESCOLA DO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO DE BRAGA (1897-1989) – REFLEXÕES SOBRE OS ARQUIVOS
Na presente comunicação pretendemos sistematizar as dimensões analíticas que contribuam para uma história social da Escola do Magistério Primário de Braga, partindo do corpus documental, iconográfico e memorialístico (narrativas de ex- alunos e ultimo diretor) que constituem o Arquivo da instituição. Nesta linha, inventariamos três vetores: i) identidade do arquivo; ii) singularidade institucional e iii) desafios (recuperação, tratamento e organização).

Inscrição


  • Rua Dr. Roberto Frias, 602 | 4200-465 Porto
  • +351 22 507 34 60
  • +351 22 507 34 64
  • ese@ese.ipp.pt
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